Você não tem de concordar com a carência!

NORMAN GARY BLEICHMAN

Da edição de março de 1984 dO Arauto da Ciência Cristã

 

A carência parece dominar a vida de muitas pessoas nestes dias atuais. Quer sob a forma de recursos insuficientes, obrigações imprevistas ou capacidades limitadas, a carência geralmente tende a ocupar posição central, dando as ordens, fazendo com que medo e desespero entrem na motivação da humanidade.

Será que inconscientemente concordamos com esta influência errônea? Estaremos endossando a carência como se formasse parte necessária da vida na década de 1980? Não, não é preciso ser assim. A Ciência Cristã indica-nos uma saída.

De onde viria o conceito de carência? Dos sentidos materiais. Estes fazem desfilar regularmente diante de nós os sintomas de carência e insuficiência — se não for em termos de pura fome e abandono, então será mediante saldos bancários em declínio para atender às contas de aluguel e alimentos. Os meios de comunicação, por sua vez, apresentam incessantemente relatos de condições econômicas desastrosas que afetam as massas e, por outro lado, glorificam a “boa vida” de que goza a minoria afluente da sociedade.

Ora, tudo isto não passa de uma falsa interpretação, por parte dos sentidos materiais, do que é real. Existe outro quadro para o qual podemos volver-nos: aquele que está descrito no primeiro capítulo do Gênesis. Aí aprendemos que Deus, o Espírito, criou o universo e fez o homem à Sua semelhança. Portanto, o homem é espiritual, perfeito, completo, não lhe faltando coisa alguma; nele, Deus contempla continuamente Seus filhos neste estado santificado. Deus é de olhos tão puros que não pode ver a mortalidade e a carência. Não é que Deus não se importe. Acontece que Deus sabe apenas daquilo que é verdadeiro. Portanto, oremos, não procurando fazer Deus compreender o que é que necessitamos, mas percebendo que nós mesmos somos Sua imagem e semelhança espiritual, abundantemente dotados.

Cristo Jesus estava dotado desta percepção e ela lhe foi por fundamento inabalável para suas curas maravilhosas. Diante da necessidade de alimentar milhares de seguidores, quando apenas uns poucos pães e peixes estavam ao alcance, Jesus não se preocupou com as circunstâncias exteriores. Não contou o número de pessoas presentes nem calculou quanto alimento cada um devia receber para então dividir proporcionalmente as provisões existentes. Trocou esse quadro errôneo e caótico por um que ele sabia ser verdadeiro, provando que o descendente espiritual do único Pai generoso tinha sempre tudo aquilo de que necessitava. Era tão firme a sua maneira de captar o fato espiritual que a situação humana teve de se conformar com o fato espiritual. “Todos comeram e se fartaram” 1 , afirma Marcos.

Como lidamos nós com os problemas de carência? Manipulando a matéria — acumulando recursos materiais, reorganizando-os, reduzindo as porções? A Ciência Cristã demonstra que a solução não está na matéria. Jaz na compreensão do Espírito, a única substância verdadeira, que é imutável. Na economia divina não existem forças destrutivas, tais como a desvalorização, a recessão e a inflação. O Espírito é infinito, portanto não pode ser exaurido. É onipresente, portanto não tem de ser acumulado. E nossa compreensão destas verdades tem efeito direto e benéfico sobre nossa vida.

A Sra. Eddy declara: “Deus vos dá suas idéias espirituais e, em troca, elas vos dão o suprimento diário.” 2 Nosso trabalho, então, é atentar para essas idéias oriundas de Deus e fazer como Jesus fez antes de alimentar a multidão. Precisamos orar, afastar-nos dos sintomas materiais e falsos e identificar-nos como seres espirituais, abençoados, completos. No seu sermão intitulado Christian Healing a Sra. Eddy afirma: “Se desejais ser felizes, argumentai a favor da felicidade; tomai o lado que desejais sustentar e sede cuidadosos para não defender ambos os lados, ou para não argumentar mais fortemente a favor da tristeza do que a favor da alegria.” 3

Faz vários anos, estragou-se a embreagem do meu carro, sendo necessário substituí-la logo, e a um custo considerável. Fazia apenas uma semana que eu havia decidido mudar de profissão e, por isto, eu estava sem receita fixa. Aquela era uma despesa que eu não havia previsto. Ao receber o veredicto do mecânico, calei-me um momento e afasteime da evidência material, volvendo-me para a reconfortante certeza de que eu era a semelhança completa e invulnerável de Deus, e que Deus estava mantendo minha inteireza e perfeição. Confiei. Escutei. Recusei concordar com a carência. A resposta veio instantaneamente: “Autorize o trabalho. Você tem tudo aquilo de que necessita.” Confiantemente deixei o carro para ser consertado.

Naquela mesma tarde, recebi pelo correio um cheque como compensação numa questão judicial que eu pensava tivesse sido encerrada anos antes. O valor do cheque era igual ao custo da substituiêão do sistema de embreagem — sem a mínima diferença. Mediante a oração eu havia percebido que o Espírito, o qual a tudo provê, supriria aquilo que se fazia necessário. A Sra. Eddy dá-nos esta promessa: “Ficai certos de que Ele, em quem habita toda vida, saúde e santidade, suprirá todas as vossas necessidades, segundo a Sua riqueza em glória.” 4

Confiar em que Deus é a fonte infinita e o nosso recurso infinito não significa abandonar práticas econômicas sábias, tais como o hábito de gastar com prudência. Mas, temos de ser criteriosos em não limitar-nos com um planejamento demasiado rígido e, com isso, manter fora do nosso alcance porções do bem ilimitado que emana constantemente de Deus.

Não precisamos lutar para chegar ao fim do dia. Podemos estar confiantes de que cada novo momento trará consigo seu próprio suprimento fornecido por Deus — tudo o que de direito precisamos na medida da necessidade.

1 Marcos 6:42.  2 Miscellaneous Writings, p. 307.  3 Hea., p. 10.  4 The First Church of Christ, Scientist, and Miscellany, p. 186.

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Sobre Primeira Igreja de Cristo, Cientista Porto Alegre-RS

A Primeira Igreja de Cristo, Cientista Porto Alegre-RS, Brasil, foi fundada em 1957. Tendo sido iniciada décadas antes como um Grupo Informal e mais tarde, uma Sociedade de Ciência Cristã. Ela foi fundada por famílias de alemães, dentre as quais: Schmidt, Holderbaum, Trentini, Bopp, Mutzberg, Young, Klein, Hamman, Knor, Bier, Beier, Wendt, Völker, Fhurmeister, Heckrath, etc... Conheça mais sobre a historicidade no Arquivo Histórico Digital da Ciência Cristã no Brasil: http://sites.google.com/site/arquivocienciacrista/
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