O barulho não me incomoda

Monica Karal – Montreal, Canadá

Da edição de agosto de 2013 dO Arauto da Ciência Cristã

Original em francês

Talvez você more em uma parte da cidade que seja um mar de tranquilidade, onde você nunca é incomodado pelo barulho de qualquer espécie. Mas nem todos vivem dessa forma. Muitos têm de lidar com barulhos desagradáveis, quer trabalhem em uma fábrica barulhenta ou vivam ao lado de estradas de ferro. Talvez você more com alguém que assista à televisão com o volume no máximo, enquanto você tenta dormir, ou tenha colegas de trabalho que conversem em voz muito alta próximo de seu escritório, enquanto você tenta trabalhar. Seja qual for a fonte do barulho indesejável, suas consequências talvez incluam irritabilidade, insônia, conflitos, problemas de concentração no trabalho ou na escola, bem como a perda da paz e da alegria natural.

Felizmente, há uma solução espiritual para o problema de barulho. Na Bíblia, Deus nos promete que: “O efeito da justiça será paz, e o fruto da justiça, repouso e segurança, para sempre. O meu povo habitará em moradas de paz, em moradas bem seguras e em lugares quietos e tranquilos” (Isaías 32:17, 18). É reconfortante saber que, quando nosso objetivo na vida é viver com retidão, de acordo com o Amor divino, nossos dias são cheios de serenidade e alegria.

A Ciência Cristã ensina que Deus é a única Mente, harmoniosa e pacífica, e que toda a criação reflete essa Mente pacífica.

Há alguns anos, quando me mudei para a casa onde moro atualmente, em uma vizinhança considerada “tranquila”, tive de refletir profundamente sobre essas ideias, porque havia muitos tipos de ruídos que eu francamente não havia pensado encontrar ali. Cortadores de grama barulhentos, ganido de cães, música barulhenta na porta ao lado e projetos de construção na vizinhança ameaçavam invadir o meio ambiente onde eu esperava viver e trabalhar em paz.

Volvi-me à oração para encontrar uma solução. Comecei reconhecendo humildemente que meus vizinhos tinham o direito de desfrutar a vida plenamente e que a intenção deles certamente não era a de perturbar os outros.

A Ciência Cristã ensina que Deus é a única Mente, harmoniosa e pacífica, e que toda a criação reflete essa Mente pacífica. Realmente acalentei essas ideias e as apliquei a todos os aspectos de meu dia a dia. Raciocinei que nosso Pai-Mãe Deus é o único Criador e não cria nada que seja desagradável para Seus filhos e filhas (isto é, para todos nós).

De uma forma geral, tentei ser mais tolerante e menos hipersensível. Também tomava cuidado para não fazer nenhum barulho que pudesse incomodar as pessoas ao meu redor.

Ocorreu-me que todos fazemos parte de uma jubilosa família universal.  Assim, os sons do dia a dia não podem nos perturbar.

Quando a música na casa ao lado me impedia de dormir, elevava meu pensamento a Deus e orava pacientemente para compreender o significado profundo do Salmo 91. Compreendi que meu pensamento está protegido “à sombra do Onipotente”. Regozijei-me com a seguinte promessa: “Cobrir-te-á com as suas penas, e, sob suas asas, estarás seguro” (versículos 1, 4).

Ocorreu-me que música é uma ideia transmitida diretamente pela Mente divina ao pensamento do ouvinte e a comunicação da Mente divina aos meus vizinhos nunca poderia me tocar nem me irritar.

Ideias espirituais estavam se desdobrando de forma progressiva em meu pensamento. Compreendi que o reino de Deus, no qual nós realmente vivemos, é completamente espiritual, não material. Ele não inclui quaisquer forças materiais destrutivas, tais como ondas sonoras ou vibrações capazes de sacudir minha consciência. Reconheci que vivemos na atmosfera da Alma, na qual as únicas “frequências” são os ritmos suaves da Vida divina.

O homem verdadeiro (cada um de nós) é uma ideia espiritual, em vez de um corpo material, e não inclui nada que possa se tornar irritante. Em Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras, Mary Baker Eddy escreve: “Tudo o que realmente existe é a Mente divina e sua ideia, e nessa Mente o ser inteiro se revela harmonioso e eterno” (p. 151). Uma vez que somos todos criados à semelhança de Deus, o Espírito divino, nossos sentidos verdadeiros são espirituais, não materiais. Ciência e Saúde observa: “Os sentidos do Espírito são isentos de dor e estão para sempre em paz” (p. 214).

Enquanto pensava sobre os vários barulhos ao meu redor, ocorreu-me que todos fazemos parte de uma jubilosa família universal. Assim, os sons do dia a dia não podem nos perturbar. Ciência e Saúde confirma que “o bem e suas doces harmonias têm todo o poder” (ver p. 130).

A Bíblia explica que uma atitude amorosa ao orar é como uma armadura espiritual, e eu gosto de orar com a ideia de que meu pensamento está protegido pelo “capacete da salvação” (ver Efésios, capítulo 6). Ao orar dessa maneira, sinto cada vez mais como se estivesse usando um “capacete” espiritual, que protege totalmente a tranquilidade do meu pensamento e das minhas atividades.

Meu lar é agora um refúgio silencioso e pacífico. Se, de vez em quando, algum ruído começa a me incomodar, sei como resolver o problema por meio da oração. Ocasionalmente, minhas orações têm me guiado a tomar providências práticas. Por exemplo, algumas vezes solicitei, com muito amor, que meus vizinhos abaixassem o volume da música, o que fizeram de bom grado.

Quando nosso pensamento está repleto de ideias espirituais e amor incondicional por toda a criação de Deus, não existe espaço para qualquer coisa desagradável. Mary Baker Eddy escreve: “Os bons pensamentos são uma armadura impenetrável” (The First Church of Christ, Scientist, and Miscellany [A Primeira Igreja de Cristo, Cientista, e Vários Escritos], p. 210). Nada pode nos impedir de alcançar todo o bem que Deus tem reservado para nós.

Sou muito grata por ter aprendido, com a leitura de Ciência e Saúde, que “a consciência real só tem conhecimento das coisas de Deus” (ver p. 276). A única Mente, Deus, o bem, só pode conhecer sua própria ação mental harmoniosa: o desdobramento das ideias espirituais que trazem paz, progresso e alegria a toda a humanidade.

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Sobre Primeira Igreja de Cristo, Cientista Porto Alegre-RS

A Primeira Igreja de Cristo, Cientista Porto Alegre-RS, Brasil, foi fundada em 1957. Tendo sido iniciada décadas antes como um Grupo Informal e mais tarde, uma Sociedade de Ciência Cristã. Ela foi fundada por famílias de alemães, dentre as quais: Schmidt, Holderbaum, Trentini, Bopp, Mutzberg, Young, Klein, Hamman, Knor, Bier, Beier, Wendt, Völker, Fhurmeister, Heckrath, etc... Conheça mais sobre a historicidade no Arquivo Histórico Digital da Ciência Cristã no Brasil: http://sites.google.com/site/arquivocienciacrista/
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