A supremacia do bem

António Francisco Ngoma – Luanda, Angola

Da edição de agosto de 2013 dO Arauto da Ciência Cristã

Para mim, esta frase que Mary Baker Eddy escreveu em Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras: “Como um homem pensa, assim é” (p. 166), que faz alusão ao versículo bíblico de Provérbios 23:7, refere-se não apenas ao ser do homem, mas também a cada condição e circunstância de sua vida. Nosso caráter é o efeito do que pensamos. Assim como uma planta não existiria sem o brotamento da semente, da mesma forma cada ato de uma pessoa germina das sementes ocultas do pensamento. Isso se aplica tanto àqueles atos chamados espontâneos, como àqueles deliberadamente executados. Desse modo, uma pessoa colhe o fruto doce ou amargo de sua própria seara mental. 

Fazia 20 anos que não visitava o município em que nasci e onde residem meus pais. Voltei a esse município a convite de um grande amigo empresário do ramo de restauração e turismo. Pessoas são atraí- das para lá porque ali se exerce a atividade de produção petrolífera, que exige muita mão de obra. Pela sua localização geográfica, o município facilita a fluidez nas trocas comerciais. Dessa forma, essa região oferece muitas oportunidades de emprego e negócios, e uma diversidade cultural derivada da migração de pessoas de outros municípios da província e de outras origens.

A diversidade cultural é uma riqueza que transmite valores e tradições dos diferentes povos. Não há mal nas diferenças quando se procede com razoabilidade, sem extrapolar os limites da moralidade, os quais têm como base princípios éticos. Digo isso porque, entre outras crenças acentuadas pela diversidade cultural derivada da imigração, gostaria de mencionar uma que mais me chamou a atenção, a do zimbassu, cuja presença eu não notava quando vivia naquele município.

O mal não faz parte do Reino dos Céus, pois o Cristo sempre presente derrota o mal com a Verdade.

O zimbassu é uma crença generalizada em bruxedos, ou bruxarias. Geralmente, uma pessoa visita um quimbandeiro e compra um pó, e tantas outras misturas que constituem um bruxedo, com a finalidade de atingir um adversário. Esse pó é atirado em locais onde o dito inimigo frequenta, com o objetivo de atingir qualquer parte de seu corpo. Relatam-se casos fatais quando o pó toca o pescoço, os olhos e a cabeça. Algumas vezes, por exemplo, o zimbassu provoca grave inflamação, o que pode trazer morte rápida, se o visado não for acudido de emergência por um curandeiro.

Levando-se em conta a dimensão popular que atingiu tal crença, amigos, parentes e pessoas de boa fé procuram alertar visitantes sobre a cautela que se deve ter nas andanças pela cidade.

Tentei não me deixar influenciar pelas emoções desses relatos, reconhecendo todos como filhos amados de Deus, os quais manifestam somente o bem que preenche todo o espaço. Entretanto, depois de uma semana no município, comecei a apresentar sintomas do zimbassu nos meus pés. Procurei proteger meus pensamentos com o estudo da Bíblia e apoiei-me nesta passagem: “Houve peleja no céu. … Também pelejaram o dragão e seus anjos; todavia, não prevaleceram; nem mais se achou no céu o lugar deles” (Apocalipse 12:7, 8). No Glossário de Ciência e Saúde, a Sra. Eddy escreveu a seguinte definição: “Dragão Vermelho. O erro; medo; inflamação; sensualidade; astúcia; magnetismo animal; inveja; vingança” (p. 593). Entendi que o dragão é sinônimo de maldade. Quer se manifeste em forma de zimbassu ou de outra maneira, o mal não faz parte do Reino dos Céus, pois o Cristo sempre presente derrota o mal com a Verdade.

A mente mortal é uma mentira, pois não tem origem em Deus, o bem infinito e supremo.

Os sintomas prevaleceram por alguns dias, mas eu não os temia, pois pela compreensão que vem do estudo de Ciência e Saúde e da Bíblia eu já havia me certificado de que a cura metafísica cristã é demonstrável e suprema diante de qualquer expressão do mal. As pessoas mantêm viva essa epidemia quando pensam e falam sobre ela. Por isso, permaneci vigiando meus pensamentos em conversas do dia a dia, a fim de não aceitar essa crença em meu pensamento.

Dentro de uma semana, meus pés estavam totalmente recuperados. Foi grande a alegria de meu amigo e de meus parentes, pois nunca haviam testemunhado o poder sanador da oração em tais casos. Tranquilamente trabalho nesse município há três anos, sem medo do zimbassu ou de qualquer outra crença, e passeio livremente por vários locais.

Na p. 563 de Ciência e Saúde, lemos: “Talvez fiquemos perplexos ante o medo humano; e talvez fiquemos ainda mais assombrados ante o ódio, que levanta sua cabeça de hidra e mostra seus chifres nas muitas astúcias do mal. Mas por que deveríamos ficar apavorados ante o nada? O grande dragão vermelho simboliza uma mentira — a crença de que a substância, a vida e a inteligência possam ser materiais. Esse dragão representa a soma total do erro humano”. Depreendi que todas as crenças malignas têm a mesma origem, a mente mortal que está a serviço daquilo que representa o dragão. Entretanto, desmascaramos sua falsidade quando percebemos que é uma mentira, pois não tem origem em Deus, o Tudo-em-tudo, o bem infinito e supremo. Pensar dessa forma traz a melhor e mais segura proteção, para nós e para todos os que nos rodeiam.

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A Primeira Igreja de Cristo, Cientista Porto Alegre-RS, Brasil, foi fundada em 1957. Tendo sido iniciada décadas antes como um Grupo Informal e mais tarde, uma Sociedade de Ciência Cristã. Ela foi fundada por famílias de alemães, dentre as quais: Schmidt, Holderbaum, Trentini, Bopp, Mutzberg, Young, Klein, Hamman, Knor, Bier, Beier, Wendt, Völker, Fhurmeister, Heckrath, etc... Conheça mais sobre a historicidade no Arquivo Histórico Digital da Ciência Cristã no Brasil: http://sites.google.com/site/arquivocienciacrista/
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