O prazer maior

 

Boston, E.U.A.

Da edição de fevereiro de 1995 dO Arauto da Ciência Cristã

The Christian Science Monitor

Não Há Maior alegria do que compreender que Deus já nos proporcionou todo o necessário para ser felizes e sentir-nos satisfeitos. Cristo Jesus disse a seus seguidores, conforme o Evangelho de Lucas: “Vosso Pai se agradou em dar-vos o seu reino.” 1 Será que temos pelo menos um vislumbre do que significa ser os beneficiários de tão estupendo donativo? O reino do céu inclui todo o bem a que se possa aspirar, e sua existência é governada exclusivamente por Deus. Tudo o que nele há contribui para a felicidade, saúde e harmonia do homem, nosso ser genuíno.

Para descobrir os tesouros do céu, precisamos saber onde procurá-los. Deus cria coisas espirituais. É, pois, ao Espírito, Deus, que temos de nos voltar, a fim de achar as riquezas celestiais. As bênçãos que Deus nos dá não se encontram em objetos ou situações materiais, mas em compreensão espiritual. Se, quando oramos, pedirmos mais dessa compreensão, receberemos o que estamos pedindo.

Muitas vezes acreditamos que, para ser felizes ou ficar satisfeitos, necessitamos de alguma coisa material, isto é, mais dinheiro, ou uma moradia diferente. Nossa necessidade básica, porém, é sempre espiritual. Pode ser que ganhemos um salário maior, que nos casemos com o cônjuge “perfeito”, alcancemos a tão almejada promoção e, se nossos anseios espirituais não tiverem sido satisfeitos, ainda nos encontremos ansiando por algo mais. Os apetites, a luxúria, as paixões, e assim por diante, retardam o progresso espiritual e nos mantêm presos numa vereda de carência interminável. Entretanto, quando apreciamos mais aquilo que Deus já nos está dando, descobrimos nossas necessidades supridas espiritualmente. Os círculos viciosos de carência, saciedade, culpa e autocondenação cessam. E, ao persistirmos em nosso progresso espiritual, eles finalmente se extinguem de todo, porque não têm ponto de apoio na maneira como Deus governa o homem.

No Espírito, todos nós somos completos e perfeitos como filhos de Deus. Não achamos satisfação numa garrafa, numa conta bancária, numa confeitaria, mas na silenciosa comunhão com nosso Pai-Mãe. A oração e o estudo nos auxiliam a descobrir mais acerca da presença e da bondade de Deus, habilitando-nos a reconhecer que estamos em comunhão com elas.

A fim de nos valermos do bem divino, porém, é necessário evitar as tentações do mundo. Essas tentações buscam convencer-nos de que a felicidade se acha na matéria, em vez de no Espírito. O fato é que os excessos do sensualismo trazem mais sofrimento do que qualquer outra coisa. Seus prazeres são efêmeros, e a cada satisfação física nos deixam mais insatisfeitos do que nunca. Quando compreendemos que não nos trazem nenhuma felicidade genuína, fica mais fácil abandoná-los.

Mary Baker Eddy oferece orientação àqueles que querem livrar-se de costumes prejudiciais. Ela escreve no livro Ciência e Saúde: “Se um homem é beberrão, escravo do fumo, ou o servo especial de qualquer uma das miríades de formas do pecado, deves enfrentar e destruir esses erros com a verdade do ser — mostrando, a quem pratica o mal, o sofrimento que sua submissão a tais hábitos traz, e convencendo-o de que não há prazer real em falsos apetites.” 2

Ao deixar de crer que dependemos de alguma coisa material para ser felizes, temos ocasião de achar a alegria interior. O prazer maior que há é descobrir o que agrada a Deus: o prazer dEle em dar-nos o reino e o nosso, em expressar bondade como a de Deus. O céu está aqui. Olhemos para o Espírito sempre presente. Rejeitemos as estéreis atrações do mundo. Deixemos que a convicção íntima de que todo o bem é suprido espiritualmente nos una ao eterno amor e cuidado de Deus. Acharás maior satisfação agora ao teu alcance, com felicidade e prosperidade também.

1 Lucas 12:32.  2 Ciência e Saúde, p. 404.

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Sobre Primeira Igreja de Cristo, Cientista Porto Alegre-RS

A Primeira Igreja de Cristo, Cientista Porto Alegre-RS, Brasil, foi fundada em 1957. Tendo sido iniciada décadas antes como um Grupo Informal e mais tarde, uma Sociedade de Ciência Cristã. Ela foi fundada por famílias de alemães, dentre as quais: Schmidt, Holderbaum, Trentini, Bopp, Mutzberg, Young, Klein, Hamman, Knor, Bier, Beier, Wendt, Völker, Fhurmeister, Heckrath, etc... Conheça mais sobre a historicidade no Arquivo Histórico Digital da Ciência Cristã no Brasil: http://sites.google.com/site/arquivocienciacrista/
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