Um amor tão grande que atende a toda necessidade

Gloria Delroy

Da edição de março de 1995 dO Arauto da Ciência Cristã

Certa Ocasião, Quando minha situação financeira estava bastante apertada, nossa igreja deu início ao projeto de construção de um novo edifício. Eu queria muito dar minha contribuição mas, do ponto de vista financeiro, parecia praticamente impossível. Então pensei: “Eu posso contribuir com esse projeto por meio da oração!” E foi o que fiz.

Em meu trabalho de oração, tomei como base a narrativa comovente que lemos na Bíblia, da viúva que conseguiu saldar suas dívidas ao seguir as instruções do profeta Eliseu: “Dize-me que é o que tens em casa.” 1 “Em casa” ela apenas tinha uma botija de azeite, mas compreendi que, com certeza, também tinha fé! Ela seguiu fielmente as instruções de Eliseu. Ao fazer isso, seus recursos limitados — e seu medo — cederam lugar à suficiência de Deus. Isso ficou evidente no fato de que o azeite da botija jorrou sem parar, até que todas as suas necessidades foram atendidas. Com a venda do azeite ela conseguiu os recursos necessários para pagar os credores e para manter a família.

O pedido de Eliseu à viúva: “Dize-me que é o que tens em casa”, fez com que eu começasse a analisar profundamente meus pensamentos. Será que eu estava realmente na escuta e na expectativa da orientação divina? Será que minha consciência, ou seja, minha “casa”, estava na penúria, ou repleta? Se estava repleta, repleta de que? De confiança ou de medo? Eu sabia que medo é falta de confiança em Deus. Declarei minha total confiança na vontade de Deus. Naquele momento, senti realmente o conforto e a segurança que provêm da presença constante de Deus a nos guiar na concretização de todos os desejos justos. Depois, tive certeza de que iria aparecer uma maneira de contribuir e tive a confiança de que o novo edifício da igreja seria construído.

Se nos sentimos sem inspiração e sem esperança, a Bíblia é a fonte infalível de auxílio e orientação. A seguinte passagem bíblica me inspirou: “Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e provai-me nisto, diz o Senhor dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós bênção sem medida.” 2 Que imagem bonita essa declaração nos traz! As bênçãos divinas estão jorrando constantemente. Elas não ficam pingando — nem secam!

As bênçãos divinas estão jorrando constantemente. Elas não ficam pingando — nem secam!

A vida exemplar de Cristo Jesus nos mostra que nunca existe uma necessidade genuína para a qual não haja o suprimento correspondente. Jesus demonstrou a disponibilidade imediata, tanto de abrigo quanto de segurança, de sermões prontos e de corações famintos pela verdade, de transporte adequado e de águas pacíficas. Ao enfrentar a carência sob qualquer forma, mesmo em se tratando da aparente falta de vida, Jesus provou que ela não tem poder.

Em um artigo intitulado “Anjos”, em Miscellaneous Writings, a Sra. Eddy escreve: “Deus vos dá Suas idéias espirituais e elas, por sua vez, vos dão suprimento diário. Nunca peçais para o dia de amanhã: é suficiente que o Amor divino seja um auxílio sempre presente; e se esperardes, jamais duvidando, tereis a todo momento tudo aquilo de que necessitardes.” 3 Entendi que esperar significava confiar e não simplesmente deixar o tempo passar.

Comecei a ver mais claramente que o saldo de meu pensamento dava preponderância ao que eu precisava ou desejava, ao invés de estar cheio de gratidão pelo que eu já possuía. Raciocinei então que as bênçãos de Deus se manifestam por completo e não pela metade. Essas bênçãos eram meu patrimônio, tudo o que eu precisava somar e aquilo com que eu podia contar! Quando somamos nossas bênçãos — e todos nós as temos disponíveis — ao invés de somar o dinheiro em nossa carteira, estamos nos volvendo para a suficiência do Deus infinito, o Espírito, em vez de nos deixar impressionar pelas sugestões de insuficiência e carência da matéria.

Ao ponderar mais profundamente sobre a história de Eliseu e da viúva, reconheci que, para mim, o azeite simbolizava a abundância da eterna dádiva do Amor. Podemos ser perenemente gratos por isso: pelo fato de que o Amor, Deus, está sempre presente para remover todo pensamento de que possa haver escassez de qualquer manifestação do bem. O Amor nunca está em falta!

Assim como a luz do sol derrete um bloco de gelo, fazendo com que a água escorra livremente, a gratidão e o amor trituram, dissolvem e transformam — às vezes com suavidade, outras vezes por meio de uma grande explosão de luz — toda e qualquer coisa que tente “congelar” o jato desse Amor imensurável ou nele interferir. A compreensão de que as bênçãos, com as quais a Mente nos provê, são generosas e perfeitamente acessíveis, com certeza enriquece nossos pensamentos e nossa vida. O que mais podemos pedir?

Essa doce segurança desafia as sugestões doentias de que somos pobres mortais às voltas com necessidades para as quais não temos suprimento suficiente. Quando nos volvemos para nosso Pai celestial com oração e expectativa, deixamos de aceitar a crença de que nossas circunstâncias, habilidades e possibilidades sejam limitadas. À medida que reabastecemos nossa consciência com a oração isenta de egoísmo, a mente humana abandona os pensamentos negativos ou cheios de preocupação.

Enquanto eu continuava a orar com base nessas verdades, lembrei-me de que anos antes minha avó tinha me presenteado com uma valiosa boneca antiga de porcelana. Decidi vender a boneca, a fim de colaborar com minha igreja. A idéia, contudo, acabou tendo um resultado melhor do que eu esperava. Um membro de nossa igreja me disse que sua família tinha guardadas no sótão diversas bonecas antigas de porcelana. Ela quis me dar as bonecas de presente. Meu marido e eu decidimos aprender a restaurá-las, e posteriormente passamos a dedicar nosso tempo livre a essa atividade. Aliás, acabamos adquirindo um bom conhecimento sobre o assunto, ao ponto de sermos procurados por comerciantes de antigüidades para avaliar bonecas antigas. Essa nova atividade acrescentou muita alegria ao nosso tesouro pessoal. O que ganhamos com ela nos possibilitou não apenas doar o produto da venda da boneca de minha avó ao fundo de construção da igreja, mas também fazer doações regulares, diversos anos. Quem poderia prever todos os desdobramentos que uma idéia correta teria?

Minha experiência não foi o resultado de pensamento positivo nem de uma feliz coincidência. Eu estava estudando a Ciência Cristã havia pouco tempo, naquela época, mas pude compreender o poder de um desejo justo, de uma idéia divina, como sendo uma oração simples, mas poderosa.

1 2 Reis 4:2.  2 Malaq. 3:10.  3 Mis., p. 307.

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Sobre Primeira Igreja de Cristo, Cientista Porto Alegre-RS

A Primeira Igreja de Cristo, Cientista Porto Alegre-RS, Brasil, foi fundada em 1957. Tendo sido iniciada décadas antes como um Grupo Informal e mais tarde, uma Sociedade de Ciência Cristã. Ela foi fundada por famílias de alemães, dentre as quais: Schmidt, Holderbaum, Trentini, Bopp, Mutzberg, Young, Klein, Hamman, Knor, Bier, Beier, Wendt, Völker, Fhurmeister, Heckrath, etc... Conheça mais sobre a historicidade no Arquivo Histórico Digital da Ciência Cristã no Brasil: http://sites.google.com/site/arquivocienciacrista/
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