Como contribuir para o combate ao crime

MARY ELIZABETH G. BAKER

Da edição de maio de 1985 dO Arauto da Ciência Cristã

Se alguém tiver o profundo desejo cristão de auxiliar a livrar a humanidade de ser vítima de crimes, não seria boa maneira de começar tratar do medo de tornar-se vítima?

A Sra. Eddy escreve em Ciência e Saúde: “A prática científica cristã começa com a nota tônica da harmonia apresentada por Cristo: ‘Não temais!’ Disse Jó: ‘Aquilo que temo me sobrevém’.” 1 Obviamente, é preciso que um criminoso se arrependa e seja redimido. Mas, qual é a nossa responsabilidade? Crer na realidade do mal, tanto quanto ter medo de tornar-se vítima do mal, são coisas opostas à prática mental cristã. Essas crenças tendem a aumentar o mal, em vez de destruí-lo. De certo modo, contribuem para o crime, em vez de combatê-lo. Mas, quando alguém percebe que o crime é, em realidade, uma falsa crença que escraviza tanto o criminoso como a vítima, pode, por meio da oração, começar a destruí-lo.

A Ciência Cristã, a teologia de Cristo Jesus, esclarece que Deus é Amor, o Princípio que governa tudo o que Deus fez. Porque Deus é bom, o que Ele cria é suscetível apenas de ser bom e de fazer o bem. Porque Deus é bom, a bondade é infinita e sempre presente. O mal ao qual chamamos crime não tem existência na realidade espiritual, porque não é uma idéia na única Mente infinita, que é Deus. E porque o Princípio divino, a Mente, é todo-poderoso, a crença de criminalidade, sob qualquer aspecto, é impotente para inserir-se no reino de Deus a fim de tentar, motivar ou vitimar.

Na proporção em que compreendermos a verdade dessas afirmações e depositarmos nossa confiança no poder de Deus para proteger-nos, perderemos o medo de tornarmo-nos vítimas do crime. O medo ao crime implica numa compreensão errada acerca de nosso Pai-Mãe Deus. Faz-nos crer que Deus esteja ausente ou que seja incapaz, ou, até mesmo, que não queira cuidar de Seus filhos e resguardar-nos do mal. O medo ao crime afirma-nos que malfeitores estão no nosso meio. Fomenta a suspeita e a expectativa do mal. Limita a liberdade de ação e destrói a alegria de viver.

Todos esses estados mentais são o oposto do espírito do Cristo no qual e pelo qual Jesus viveu. O Cristo é o homem original, ideal, o Filho modelo, plenamente familiarizado com a natureza e a vontade de seu Pai, o Amor, e de si mesmo como a imagem desse Pai. Jesus demonstrou o Cristo plenamente. Seu ensinamento e exemplo provaram que o amor espiritual é a atmosfera e a atitude ordenadas por Deus para toda a Sua criação. Quando perguntado sobre qual era o grande mandamento na lei, Jesus respondeu: “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento. … O segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.” 2

Esse amor a Deus e ao homem, o qual Jesus ordenou que seus seguidores expressassem, não é um desejo inatingível, nem é meramente uma decisão pessoal ou um ato da vontade. O amor é a lei que governa o homem. Quando amamos e somos amados, isto é, em realidade, a ação do Princípio, Deus, sendo expressa no homem. Refletir o Amor divino é a razão eterna, evidente e inalterável para que o homem exista. O comprometimento total de Jesus com o Amor protegeu-o do erro de conceder qualquer poder ou realidade ao mal. Da cruz Jesus viu seus inimigos e orou: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem.” 3 Nada pôde fazê-lo consentir na realidade do crime ou conceber-se a si mesmo como vítima.

Ciência e Saúde diz: “Revestido com a panóplia do Amor, estás ao abrigo do ódio humano.” 4 A fidelidade constante e persistente de Jesus à verdade espiritual do ser anulou o ódio humano que o crucificou, e habilitou-o a erguer-se triunfalmente do túmulo.

As tentações para perpetuar a crença na realidade do mal são muitas e sutis. Tentativas bem intencionadas para explicar as causas do crime, através da sociologia ou da psicologia, deixar-nos-iam concluir que Deus, o Amor, falhou, de alguma forma, em proteger Seus filhos adequadamente. A justificação própria, a crença de que há muitas mentes com variados graus de bondade, nega a totalidade todoabrangente e imparcial das dádivas do Amor.

O auto-exame honesto, devoto e amoroso desmascara os meios pelos quais podemos estar, inadvertidamente, contribuindo para a crença no crime. Um fervoroso desejo de amar a Deus e ao homem, em obediência aos ensinamentos de Jesus, revelará as verdades espirituais que destróem os pensamentos amedrontadores. Ciência e Saúde declara: “Deve-se compreender bem que todos os homens têm uma e a mesma Mente, um e o mesmo Deus e Pai, uma e a mesma Vida e Verdade e um e o mesmo Amor. O gênero humano tornar-se-á perfeito à proporção que esse fato ficar evidente; as guerras cessarão e a verdadeira fraternidade do homem será estabelecida.” 5

Ao compreendermos a unidade espiritual do homem — que todos temos “uma e a mesma Mente, um e o mesmo Deus e Pai” — não faremos parte do problema do crime. Faremos parte da solução.

1 Ciência e Saúde, pp. 410–411.  2 Mateus 22:37, 39.  3 Lucas 23:34.  4 Ciência e Saúde, p. 571.  5 Ibid., p. 467.

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Sobre Primeira Igreja de Cristo, Cientista Porto Alegre-RS

A Primeira Igreja de Cristo, Cientista Porto Alegre-RS, Brasil, foi fundada em 1957. Tendo sido iniciada décadas antes como um Grupo Informal e mais tarde, uma Sociedade de Ciência Cristã. Ela foi fundada por famílias de alemães, dentre as quais: Schmidt, Holderbaum, Trentini, Bopp, Mutzberg, Young, Klein, Hamman, Knor, Bier, Beier, Wendt, Völker, Fhurmeister, Heckrath, etc... Conheça mais sobre a historicidade no Arquivo Histórico Digital da Ciência Cristã no Brasil: http://sites.google.com/site/arquivocienciacrista/
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