DJ fala sobre música e espiritualidade

 

com colaboração de Dave Casanave

Da edição de novembro de 1999 dO Arauto da Ciência Cristã

Dave Casanave trabalha no campo da música desde os quinze anos. Durante a maior parte de sua carreira, ele foi disc-jóquei. Começou quando estava na escola secundária, na região de Boston, e já trabalhou como disc-jóquei em muitas partes dos Estados Unidos. No Tennessee, onde mora atualmente, continua tendo oportunidades na carreira musical e atua como disc-jóquei em tempo parcial. Para ele, há uma forte ligação entre a música e seu amor pela Christian Science.

Arauto: Como você começou sua carreira de disc-jóquei?

Dave: Comecei a me interessar pela música quando tinha uns seis ou sete anos. Meus pais me deram um pequeno rádio de pilhas como presente de aniversário. Fiquei instantaneamente apaixonado. Ficava sentado horas a fio, ouvindo de tudo, não só música, mas qualquer coisa que fosse transmitida pelo rádio. Lembro-me de que ficava sentado na cama, à noite, depois aque as luzes se apagavam. Eu deveria estar dormindo, mas ao invés disso, ficava com o rádio ligado sob as cobertas, para ouvir os últimos lançamentos musicais.

Foi só quando comecei o segundo que sempre me manterá interessado. Acho essa qualidade extremamente atrativa. Não posso separar as qualidades da música do meu amor pela Christian Science. Para mim, tudo que eu faço, na vida, precisa estar relacionado com a espiritualidade e a Christian Science.

Arauto: Qual é o grau que decidi me tornar um disc-jóquei — aproveitar o meu amor pela música e ganhar algum dinheiro para minhas despesas. Isso começou quando eu tinha uns quinze anos de idade. Comecei a selecionar músicas para dançar, nos bailes da minha escola e, a partir daí, deslachei. Atuar como disc-jóquei na época da escola secundária me deixava um pouco intimidado, mas todos os meus amigos achavam que era “legal” eu fazer isso. Essa foi minha primeira experiência de trabalho. Foi boa porque estabeleceu um rumo para o resto de minha vida. Percebi que não haveria nenhum sentido em fazer um trabalho do qual eu não gostasse. Consegui manter esse propósito na minha vida profissional e levá-lo a outras áreas da minha vida. Faz sentido ter prazer naquilo que fazemos e desfrutar esse prazer a cada dia.

Arauto: O que o inspirou a continuar sua carreira musical depois da escola secundária?

Dave: Quando entrei na faculdade, trabalhar como disc-jóquei para pagar meus estudos me pareceu uma escolha lógica. Estava começando a pensar seriamente nesse mercado de trabalho como uma carreira e na profissão de disc-jóquei como um “emprego” de verdade. Existem várias razões para eu continuar até hoje nessa carreira musical.

Primeiro, pelo aspecto criativo. Do ponto de vista artístico, ser um disc-jóquei é uma forma de arte no seu sentido mais puro. Existem muitas coisas que você pode fazer com discos, CD’s e a espécie de música que se ouve por aí. Esse é um aspecto de que gosto e de que sempre gostarei na minha profissão — a capacidade de criar algo novo a cada noite, em cada dia de trabalho, com diferentes músicas. Existe, também, uma qualidade espiritual inerente à música, papel que a letra desempenha na música?

Dave: A letra de uma canção afeta a sociedade. As palavras são o que as pessoas, especificamente os jovens, assimilam e lembram depois. A letra cria raízes no pensamento com bastante rapidez e, em muitos casos, fica no subconsciente. Certamente existem artistas — alguns roqueiros do “heavy metal” e artistas “rap” — que não compõem letras das mais edificantes. Mas acho que um maior número de artistas é sensível à idéia de que a letra é essencial — e tenta minimizar os aspectos negativos.

Acho importante compreender e apoiar os aspectos positivos da melodia e dos versos da autalidade. A maioria dos artistas está tentando se conscientizar e trazer essas questões à tona. Está se esforçando para ter uma influência positiva. Nos últimos dez ou quinze anos, venho notando progresso na música, no que diz respeito ao estilo. Acho que precisamos enfatizar e apoiar isso. Quanto mais progresso houver, mais depressa os aspectos negativos da música moderna desaparecerão.

Arauto: Você sente algum conflito entre seu amor pela música e o estudo da Christian Science?

Dave: Uma das coisas que aprendi com o meu envolvimento no mercado musical, é que a espiritualidade não está separada da música. O papel que a Christian Science desempenha na minha vida, inevitavelmente extravasa e influencia, o que estou fazendo na música. A Christian Science tem me ajudado a estabelecer um paralelo entre música e espiritualidade. Ela me levou a perceber um sentido mais profundo no que estou fazendo na minha carreira musical.

O estudo da Christian Science também me ajuda a manter o equilíbrio e a estabilidade dentro do mundo da música, que pode ser cheio de tentações. O fato de eu ter trabalhado, por quinze anos, em casas noturnas de diversas cidades dos Estados Unidos, sem nunca ter tomado álcool, ou usado drogas, ou ter sido tentado a fumar, é inconcebível para algumas pessoas, nesse ramo de atividade. São tentações intimamente ligadas ao mundo da vida noturna. E como as pessoas têm constatado, gosto do que faço e posso sobressair-me nesse mercado de trabalho, sem sucumbir a essas tentações humanas.

Também, minha carreira tem me dado a oportunidade de falar com as pessoas sobre a espiritualidade e, em alguns casos, especificamente sobre a Christian Science. Poderia nunca ter tido a chance de falar com elas sobre essas coisas, não fosse pelo tipo de trabalho que faço. Vou para as discotecas todas as terças, sextas e sábados à noite, como disc-jóquei, e não bebo. Cada garçom ou proprietário de discoteca com quem eu trabalho, aprende isso rapidamente. A princípio ficarr admirados e depois que rem saber mais. Eles perguntam: “Por que não?” e “Já bebeu alguma vez?” e “Como consegue?” Essa espécie de interação me tem proporcionado o maior benefício que poderia ter em minha carreira, além da satisfação e realização pessoal.

Arauto: Que ligação você faz entre seu estudo da Christian e o seu trabalho com a música?

Dave: Há um certo ritmo, vida e alma que são inerentes a toda música. Cada peça é uma entidade em si mesma. Cada uma é individual e tem sua própria personalidade e estrutura. Um dos aspectos da música que mais me fascina é que parece haver um número finito de notas com as quias se pode trabalhar. Existe uma só escala, e chega. Do ponto de vista da lógica humana, poderíamos pensar que é possível ficar sem idéias e sem criatividade, que não há muito mais aque alguém possa fazer com esse pequeno número de notas. Mas o fato é que há um número infinito de maneiras pelas quais essas notas trabalham juntas e criam diferentes peças de música. As mesmas notas criam rock, jazz, música clássica, pop, blues e música romântica.

Cada um de nós é tão único quanto qualquer peça de música. Contudo, cada um de nós toca as mesmas notas básicas, por assim dizer. Para mim, essas notas podem ser comparadas aos diferentes aspectos do caráter de Deus — Vida, Verdade, Amor, Mente, Alma, Espírito, Princípio. Essas notas são expressas de maneiras infinitamente diversificadas e são reveladas por Deus, a cada dia. Não me canso de ficar admirado com isso. Você pode sentar-se e tocar um instrumento ou ouvir uma música e ela pode soar diferente, cada vez que é tocada. Como pode acontecer isso? Esse fato desafia minha lógica humana. Não obstante, isso vem acontecendo há milhares de anos.

É importante que cada um de nós — seja qual for nosso campo de interesse — música, esporte, ciência, arte — transforme esses interesses em oportunidades de crescimento espiritual. Precisamos descobrir a conexão entre esses interesses e a espiritualidade. E, por fim, a conexão entre eles e Deus.

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A Primeira Igreja de Cristo, Cientista Porto Alegre-RS, Brasil, foi fundada em 1957. Tendo sido iniciada décadas antes como um Grupo Informal e mais tarde, uma Sociedade de Ciência Cristã. Ela foi fundada por famílias de alemães, dentre as quais: Schmidt, Holderbaum, Trentini, Bopp, Mutzberg, Young, Klein, Hamman, Knor, Bier, Beier, Wendt, Völker, Fhurmeister, Heckrath, etc... Conheça mais sobre a historicidade no Arquivo Histórico Digital da Ciência Cristã no Brasil: http://sites.google.com/site/arquivocienciacrista/
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