Cura de anemia

Por M

arivic Bay Mabanag, – Mill Valley, California, Estados Unidos, e Manila, Filipinas.

 

“O poder que cura é a Verdade e o Amor, e estes não falham mesmo na maior das emergências” (Miscellaneous Writings 1883–1896, p. 5). Essa declaração de Mary Baker Eddy serviu para mim como um farol de luz e verdade durante uma fase muito importante da minha vida como estudante da Ciência Cristã.

Durante o inverno de 2003, na época em que vivia em uma parte remota de Wyoming, desmaiei duas vezes durante uma caminhada. Na primeira vez, recobrei a consciência repidamente, e um amigo me levou de volta para casa. Não pensei muito sobre o incidente, mas uma semana depois, em um compromisso de trabalho, ao sair do carro de uma amiga e caminhar com ela, desmaiei novamente e bati a cabeça no gelo. Desta vez, tive dificuldades para levantar e me senti bastante fraca.

Quando retornei ao trabalho, informei ao meu gerente o que havia acontecido. Devido à preocupação comigo e para atender às normas do trabalho, ele me pediu que eu fosse imediatamente ao médico para ser examinada. Concordei com o pedido, e após alguns testes, diagnosticaram uma espécie grave e incomum de anemia. Também fui informada de que a minha saúde estava em risco. Na verdade, a equipe médica estava muito preocupada com a minha doença e recomendou uma rápida transfusão de sangue. Nesse hospital, fui co-fundadora de um programa de capelania de ecumenismo altamente conceituado, por isso, toda a equipe médica sabia que eu era Cientista Cristã. Devido à gravidade da minha situação, o diretor do hospital também veio falar comigo para explicar melhor o diagnóstico médico e a necessidade urgente de uma transfusão de sangue. O diretor do hospital e a equipe me respeitavam como Cientista Cristã, como alguém que se alicerça exclusivamente na oração, por isso me foi dado tempo e espaço para pensar sobre minhas opções de tratamento.

Eu tinha a forte e nítida convicção de que poderia confiar na Ciência Cristã

Ainda no hospital, uma das minhas irmãs, que vivia em São Francisco, foi chamada, e ela me lembrou que fora levada ao Centro Médico de Stanford no ano anterior, devido a um problema semelhante, e teve de fazer uma transfusão de sangue. Minha outra irmã e meu irmão se ofereceram para ir ao hospital doar sangue, caso fosse compatível com o meu, pois eles estavam preocupados com meu estado, e por estarem apreensivos com a possibilidade do sangue, disponível no banco de sangue, estar contaminado. Como sou a única Cientista Cristã na minha família, agradeci pela disposição e união dos membros da família em me ajudar, e pelo muito amor expresso ao me apoiarem na minha escolha de tratamento.

Como não havia nenhuma casa de enfermagem da Ciência Cristã ou um Praticista da Ciência Cristã por perto, senti-me perdida em relação ao que fazer, fiquei com muito medo da aparente urgência no tratamento daquela doença. Considerei rapidamente em ser levada para uma casa de enfermagem da Ciência Cristã na Califórnia, mas estava fraca para fazer uma longa viagem.

Como ficou tarde demais para ir para casa, e nenhuma decisão tinha sido tomada em relação a minha situação, acabei passando a noite no hospital, mas nenhum dos procedimentos médicos foi realizado. Quando acordei na manhã seguinte, tive a forte e nítida convicção de que poderia confiar na Ciência Cristã. Desde que me tornei uma estudante de Ciência Cristã, em 1989, vivenciei muitas curas maravilhosas, e sabia que desta vez não seria diferente. Liguei para meu Professor de Ciência Cristã, e ele imediatamente me apoiou em oração. Após conversar com o professor, senti que tinha feito a escolha certa ao recorrer à Ciência Cristã, já que grande parte dos meus receios iniciais simplesmente desapareceram. Quando me encontrei com o diretor do hospital, pedi convicta e confiantemente, para ser liberada do hospital e ir para a minha casa, apesar de suas sérias preocupações comigo. Para tranquilizar minha família e a apreensão dos médicos, comprometi-me a retornar durante a semana e fazer exames de sangue para verificar se havia alguma melhora no meu estado. Estava há seis semanas afastada do trabalho, e meu chefe exigiu uma autorização médica para que eu pudesse retornar.

Eu sabia que o tempo me havia sido dado como presente para orar pela minha cura. Certo dia, lendo o Christian Science Sentinel, a inspiração que veio foi de ligar para A Igreja Mãe. Por isso, escolhi um nome na lista de membros da equipe da revista e pedi testemunhos de curas de doenças do sangue. Após alguns dias, recebi cópias de alguns testemunhos, que me deram força e incentivo espiritual para minha jornada, pois comprovavam a eficácia do tratamento somente pela oração.

Disseram-me que eu deveria autorizar a transfusão de sangue porque minha doença não iria melhorar e poderia piorar

Como estava ainda muito fraca, só podia exercer atividade limitada a cada dia. A cada manhã, agradecia por poder ler a Lição Bíblica, que oferecia muitas ideias que ajudavam a me fortalecer. Em especial, ponderei na resposta para a pergunta “O que é o homem?”, em Ciência e Saúde, de Mary Baker Eddy, a qual afirma a minha identidade como espiritual e não material: “O homem não é matéria; não é constituído de cérebro, sangue, ossos e de outros elementos materiais”. Mais do que nunca, tentei compreender o que era ser criada “à imagem e semelhança de Deus”, perfeita, inteira e completa, a quem nada falta. Como filha de Deus, eu não tinha um histórico familiar de anemia ou qualquer desordem sanguínea. Além disso, percebi que, como uma ideia espiritual de Deus, eu era “…incapaz de pecar, adoecer e morrer…” (p. 475). Que revelação! Isso removeu quaisquer temores remanescentes sobre os riscos devido à minha saúde.

Quando retornei ao hospital para fazer os exames de sangue, não houve mudança em relação à doença durante as primeiras semanas. Novamente, foi-me dito que eu deveria autorizar a transfusão de sangue porque o problema não havia apresentado melhoras e poderia piorar. A equipe médica estava realmente surpresa de como eu podia estar bem, dado o diagnóstico de uma contagem tão baixa de glóbulos vermelhos. Poucas semanas depois, fiz novos exames que mostraram uma ligeira melhora. Isso me deu um pouco de entusiasmo, pela prova de que minhas orações estavam trazendo resultado. Com o passar das semanas, continuei estudando os escritos de Mary Baker Eddy, e me deparei com um artigo intitulado “Falibilidade dos conceitos humanos” em Miscellaneous Writings. Tinha lido esse artigo antes, mas naquele momento fiquei encantada com o conceito de “regulador” no artigo. Mary Baker Eddy escreveu: “O regulador é governado pelo princípio que faz o maquinário funcionar corretamente; sendo assim governado, a tolice de tentar ajudá-lo não é mera brincadeira. O Princípio divino faz com que Sua harmonia se realize” (p. 353). Percebi, então, que Deus, o Princípio divino, estava continuamente expressando Sua harmonia, e mantendo-a em mim e para mim.

Após seis semanas, estava me sentindo muito melhor, e autorizada a regressar ao trabalho. Continuei diariamente com os tratamentos do Sentinel e com meu diligente estudo, e sabia que poderia esperar um retorno à normalidade. Finalmente, certo dia, depois de alguns meses, quando retornei para fazer novos exames, o sangue estava completamente normal.

Oito meses após o primeiro incidente, precisei sair de Wyoming para trabalhar na Califórnia, a fim de começar uma nova organização e dirigir duas campanhas políticas. Gerenciar uma campanha é um trabalho vigoroso e intenso com 16 a 18 horas por dia. Certo dia, estava tão feliz com meu trabalho, que percebi que não me senti cansada em nenhum momento. Foi quando constatei que eu estava completamente livre! Tinha até mais energia do que antes. Sete anos depois, posso dizer honestamente que não fiquei doente uma vez sequer desde aquela época, e tenho sido ativa, forte e saudável.

Para mim, essa experiência foi um marco da cura que me ensinou que eu poderia radical e seguramente confiar em Deus, como meu único Sanador, com completa convicção e confiança. Devido a essa notável cura e lições espirituais que aprendi, sou muito grata por ser uma estudante da Ciência Cristã. Como é gratificante ser curada somente pela oração. Com efeito, para Deus: “A graça e a Verdade são muito mais potentes do que todos os outros meios e métodos” (Ciência e Saúde, p. 67).

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Sobre Primeira Igreja de Cristo, Cientista Porto Alegre-RS

A Primeira Igreja de Cristo, Cientista Porto Alegre-RS, Brasil, foi fundada em 1957. Tendo sido iniciada décadas antes como um Grupo Informal e mais tarde, uma Sociedade de Ciência Cristã. Ela foi fundada por famílias de alemães, dentre as quais: Schmidt, Holderbaum, Trentini, Bopp, Mutzberg, Young, Klein, Hamman, Knor, Bier, Beier, Wendt, Völker, Fhurmeister, Heckrath, etc... Conheça mais sobre a historicidade no Arquivo Histórico Digital da Ciência Cristã no Brasil: http://sites.google.com/site/arquivocienciacrista/
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