Conheça sua identidade espiritual

Por Mark Swinney

 

Durante muito tempo, as pessoas acreditaram que a terra fosse plana. Essa crença, que estava tão enraizada a ponto de ser considerada um fato, nunca mudou a forma do planeta, mudou? Alguns aventureiros corajosos contribuíram para as descobertas científicas que trouxeram à tona a perspectiva correta, que esclareceu que a forma do planeta Terra é uma esfera.

 

Da mesma forma, admitir e agir de acordo com o fato de que o homem, em um sentido genérico, seja cem por cento espiritual, talvez soe tão radical quanto a primeira pessoa que propôs que a terra fosse redonda. Entretanto, só porque todos foram ensinados que o estado humano de existência seja fundamentalmente físico, com um pouco de espiritualidade introduzido dentro dele, não o faz assim. Enquanto pensarmos sobre nós mesmos em termos materiais, não seremos capazes de colher os benefícios que já são nossos como os filhos e as filhas espirituais de Deus.

 

A Alma, um dos nomes usados por Mary Baker Eddy para Deus, é a verdadeira fonte do homem. Cada um de nós existe aqui e agora como idéia de Deus. Isso não significa que não tenhamos identidade, temos sim. Mas, da mesma forma que o mundo não é plano, nossas identidade não é física. Como a expressão de Deus, nossa substância é espiritual e possuímos a capacidade de perceber, manifestar e desfrutar da bondade espiritual que é verdadeiramente nossa.

 

Como conseguimos isso? A Sra. Eddy explicou em Ciência e Saúde: “A metafísica reduz as coisas a pensamentos e substitui os objetos dos sentidos pelas idéias da Alma. Essas idéias são perfeitamente reais e tangíveis para a consciência espiritual e têm esta vantagem sobre os objetos e os pensamentos do sentido material — são boas e eternas” (p. 269).

 

Deus jamais criou um homem ou um universo material desvalido.

 

Talvez isso soe um tanto abstrato, mas, se adotarmos essas idéias, conseguiremos nos livrar da falsa crença de que existimos em um corpo limitado e material. Para reduzir “as coisas a pensamentos”, precisamos compreender que Deus jamais criou um homem ou um universo material frágil. O semelhante produz o semelhante. Portanto, como era de se esperar, o Espírito cria espiritualmente, e sua criação é cem por cento espiritual. Como disse Jesus: “…o que é nascido do Espírito é espírito” (João 3:6).

 

Pensar em termos de qualidades, ao invés de atributos físicos, me ajuda a compreender o real significado da palavra espiritual. Ser espiritual significa ser composto de substância divina, de idéias divinas. “O Espírito, que significa Mente, Alma, ou Deus, é a única substância verdadeira. O universo espiritual, que inclui o homem individual, é uma idéia composta, que reflete a substância divina do Espírito”, diz Ciência e Saúde (p. 468).

 

Tomemos, como exemplo, algum de nossos melhores amigos. Será que não concordaríamos que ele seja muito mais do que um ser físico quando nos lembramos da bondade, do senso de humor, da energia e da inteligência desse amigo? Essas são algumas das qualidades que realmente definem esse amigo, muito mais do que um corpo material. Elas também evidenciam o caráter da nossa fonte comum, que é Deus.

 

Felizes e satisfeitos por refletir as qualidades da Alma

 

A inteligência, por exemplo, é um atributo da Mente e, como expressão da Mente, somos inteligentes. A bondade é um atributo do Amor, um outro nome para Deus. Somos saudáveis porque a Verdade e a Vida são completas e eternas. Estamos satisfeitos e felizes porque refletimos as qualidades da Alma.

 

Reduzir “as coisas a pensamentos” dessa maneira, não é exatamente um jogo mental. Na verdade, isso tem um efeito prático. Em primeiro lugar, nos proporciona uma perspectiva totalmente nova sobre nossas capacidades. Se somos capacitados pela Mente infinita, podemos estar confiantes de que sempre saberemos o que fazer e como fazê-lo. A Mente nos guiará quando nos volvermos a ela em oração. Essa compreensão da nossa natureza espiritual se torna progressivamente mais clara, à medida que recorremos, cada vez mais, a Deus para a confirmação de quem realmente somos.

 

Mary Baker Eddy instruiu seus leitores: “Emerge suavemente da matéria para o Espírito” (Ibidem, p 485). Isso não significa que estejamos em uma jornada em que começamos como matéria, nos tornamos um misto de matéria e espiritualidade e, finalmente, terminamos como um ser espiritual. Ou que começamos como seres espirituais, nos tornamos materiais por um tempo e depois voltamos a ser espirituais. A verdade é que sempre fomos espirituais e que descobrimos essa natureza espiritual, gradativamente.

 

A familiaridade com nossa identidade espiritual nos liberta para a cura.

 

A familiaridade com nossa identidade espiritual nos liberta para curar e sermos curados de quaisquer problemas que possamos enfrentar. Lembro-me de uma vez em que tive uma dessas oportunidades. Estava jogando beisebol e, após colidir com um outro jogador, quebrei a clavícula. Optei por confiar na oração para a cura. A princípio, sentia-me um pouco como alguém que achava que era um ser material em uma jornada rumo à espiritualidade. Isto é, em minha oração pensava sobre mim mesmo como um corpo material com um osso quebrado que precisava ser consertado.

 

Isso não me levava a lugar algum, então, resolvi me afastar do problema para poder examinar em profundidade o que realmente significava ser espiritual. Ao invés de me concentrar na tentativa de consertar uma clavícula material, minhas orações se voltaram para a falsa crença de que a expressão espiritual de Deus, ou seja, minha identidade real, pudesse, de alguma forma, estar machucada. Ao fazer isso, reconhecia que eu não vivia e nunca havia vivido na matéria. Portanto, jamais poderia estar em uma condição ou situação material, que me levasse a um acidente ou ferimento. Essa era uma abordagem totalmente diferente.

 

À medida que orava, podia sentir a presença e a onipotência de Deus e compreendi que nada era capaz de me fazer crer que alguma vez eu houvesse sido ou pudesse ser material. Comecei e terminei minha oração submetendo-me ao fato de que, como criação de Deus, sou Sua expressão, o ser infinito. Minha única identidade verdadeira é espiritual e perfeita, porque ela é o produto de Deus. Decidi reconhecer somente Deus e o que Ele expressava em mim.

 

Algumas horas mais tarde, notei que estava completamente curado. Não havia percebido isso logo porque estivera muito concentrado em Deus e em minha identidade espiritual, inseparável dEle. Estava, em essência, substituindo o objeto do sentido, ou seja, a crença em uma clavícula quebrada, pela idéia da Alma, minha total perfeição como a idéia de Deus.

 

Essa experiência, e muitas outras como essa, encoraja-me a continuar a pesquisar, com mais profundidade, a natureza da nossa identidade espiritual. Obviamente, há muito mais para se aprender a esse respeito. Entretanto, no final, todos os atributos de Deus, inclusive a perfeição espiritual, são de Sua propriedade e temos o privilégio de refleti-los. Quando me afastei do problema para poder examinar o grande cenário, não havia como escapar do fato de que o que Deus sabe se expressa no homem. Somos seguramente espirituais e perfeitamente unos a Deus, aqui e agora. Essa é a nossa identidade espiritual que está sempre presente.

 

Mark Swinney é Praticista e Professor de Ciência Cristã, em Albuquerque, Novo México, EUA.

Tradução: Leila Kommers
Tradutora e Revisora ing-port(BR)

English-Portuguese Translator and Proofreader
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Sobre Primeira Igreja de Cristo, Cientista Porto Alegre-RS

A Primeira Igreja de Cristo, Cientista Porto Alegre-RS, Brasil, foi fundada em 1957. Tendo sido iniciada décadas antes como um Grupo Informal e mais tarde, uma Sociedade de Ciência Cristã. Ela foi fundada por famílias de alemães, dentre as quais: Schmidt, Holderbaum, Trentini, Bopp, Mutzberg, Young, Klein, Hamman, Knor, Bier, Beier, Wendt, Völker, Fhurmeister, Heckrath, etc... Conheça mais sobre a historicidade no Arquivo Histórico Digital da Ciência Cristã no Brasil: http://sites.google.com/site/arquivocienciacrista/
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