Oferta, demanda e o constante amor de Deus

Por J. Thomas Black

Da edição de agosto de 2002 dO Arauto da Ciência Cristã

Alguns anos após ter começado minha actividade de praticista da Christian Science, meus problemas financeiros agravaram-se muito. Minha esposa havia parado de trabalhar para cuidar de nossa filha recém-nascida, e minha receita decorrente da prática era muito escassa. Nosso cartão de crédito tinha sido cancelado. Freqüentemente pagávamos nossas contas com atraso. Não tínhamos nenhuma reserva financeira e nossas famílias não estavam em condição de nos ajudar.

Eu ficava aflito só de pensar na possibilidade de nossa filhinha passar fome. Naquela época, um pote de comida para bebês custava alguns centavos. Inúmeras vezes, andávamos quatro quarteirões até o supermercado só para comprar um pote, porque era tudo o que podíamos comprar. Lembro-me de certa vez ter procurado moedas até dentro da máquina de lavar roupas, para comprar comida.

Naquele período pensamos seriamente se não seria melhor eu deixar essa ocupação na qual não tinha experiência, e arranjar um emprego nos moldes tradicionais. Mas esse trabalho era o que eu mais desejava, desde os tempos de colégio, e minha esposa também gostava dele. Havíamos planejado tudo cuidadosamente antes de dar esse passo e tínhamos orado sobre o assunto com toda devoção. Sentíamos que Deus nos tinha levado a tomar esse rumo e nós havíamos concordado em seguir adiante. Com certeza, Ele não iria nos abandonar.

A situação, contudo, não melhorava.

Um dia, eu me senti especialmente preocupado. Entrei no meu escritório, fechei a porta e orei com muita sinceridade. Pedi que Deus me mostrasse qual era a atitude mais amorosa, mais sábia e razoável a ser tomada nessa situação. Eu estava disposto a fazer qualquer coisa que Ele me indicasse, a fim de me livrar da enorme pressão financeira.

Mais tarde eu compreendi que Ele queria que eu adquirisse um conceito mais espiritual das coisas, mas, naquele momento, senti que deveria seguir em frente, apesar de tudo. Deus me deu um novo alento espiritual. Isto pode parecer exagerado agora, contudo, sentado naquela pequena sala, decidi que poderia até sofrer privações, mas não desistiria. Isso não quer dizer que essa seja a resposta de Deus para todas as pessoas em condições semelhantes. Mas eu senti que isso era o que Deus estava dizendo para eu fazer. A situação que minutos antes se afigurava como um dilema de difícil solução, de repente mudou. Havia esperança. Começava a emergir uma solução.

Daquele dia em diante, nossas finanças começaram a melhorar gradativamente e nunca mais eu me senti tão desanimado, nem apavorado com a possibilidade de me encontrar financeiramente num beco sem saída. Aos poucos, minha esposa e eu conseguimos, graças às orações, encontrar uma maneira de melhorar as circunstâncias em que estávamos. Ela apoiou, sem hesitar, minha decisão de continuar trabalhando como praticista. Nunca se queixou e sua força colaborou para que eu me mantivesse firme.

E mais ainda, Deus me sustentou. Ele me ajudou a compreender que o problema não era dinheiro. Eu me considerava um mortal que precisava de dinheiro para se sustentar, numa economia constituída de oferta e demanda monetária. Deus queria que eu aceitasse o fato de que, em realidade, somos idéias divinas, sustentadas por Ele numa economia constituída de oferta e demanda espiritual. Deus nos cria e sustenta como Seus filhos amados. Nós não somos os responsáveis pelo nosso sustento. Essa abordagem mais espiritual da situação era o que eu estava precisando.

À medida que esse fato espiritual foi ficando mais claro para mim, a situação de carência deixou de prevalecer, tal como a escuridão vai desaparecendo com a chegada da alvorada. E, na medida em que isso acontecia, o estresse financeiro diminuiu. Tivemos mais dois filhos e nossa receita foi acompanhando nossas necessidades. Quando nossos filhos nasceram, recebemos a indenização de um seguro por danos causados em nossa casa por uma tempestade. Com essa quantia, conseguimos pagar não só o conserto da casa, mas também as despesas com o obstetra e com o hospital. Percebemos que conseguíamos atender às necessidades crescentes de nossa família e ajudar outras pessoas espiritualmente, à medida que eles aprendiam a solucionar problemas financeiros através da oração.

O fato maravilhoso é que Deus está com todos nós, mesmo quando estamos em apuros. Ele não cria a pobreza. Ele não causa o desemprego. A compreensão de que Deus é o Amor divino, restaura a harmonia a todas as situações. Neste exato momento, o amor de Deus está sustentando toda a Sua criação, em todo lugar.

J. Thomas Black
Redator convidado

Fonte: http://pt.herald.christianscience.com/portugues/edicoes/2002/8/052-08/oferta-demanda-e-o-constante-amor-de-deus

Acesso em: 28/04/2013

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Sobre Primeira Igreja de Cristo, Cientista Porto Alegre-RS

A Primeira Igreja de Cristo, Cientista Porto Alegre-RS, Brasil, foi fundada em 1957. Tendo sido iniciada décadas antes como um Grupo Informal e mais tarde, uma Sociedade de Ciência Cristã. Ela foi fundada por famílias de alemães, dentre as quais: Schmidt, Holderbaum, Trentini, Bopp, Mutzberg, Young, Klein, Hamman, Knor, Bier, Beier, Wendt, Völker, Fhurmeister, Heckrath, etc... Conheça mais sobre a historicidade no Arquivo Histórico Digital da Ciência Cristã no Brasil: http://sites.google.com/site/arquivocienciacrista/
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Uma resposta a Oferta, demanda e o constante amor de Deus

  1. jonan gregorio da silva diz:

    Gostaria de pedir aos queridos dessa Igreja que continue oranbdo por minah asdue, e que os medidos afirmaram que estou com um problema de saude na minah prostata, mais afirmo que Deus e bondoso e poderoso e vai me curar.amem.Abracos.JONAN

    Date: Wed, 1 May 2013 10:46:48 +0000 To: jonangregorio@hotmail.com

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