Espiritualidade — como um sexto sentido

O Arauto da Ciência Cristã  Português  Edições  2000  novembro  Volume 050, Número 11

 

Quatro jovens nos contam no que é que eles acreditam

 

Nome: Carolina Wahnish

Da edição de novembro de 2000 dO Arauto da Ciência Cristã

A família é importante na minha vida, e também os amigos. Todos ficaremos nesta terra por um certo período de tempo, portanto, fazemos tudo o que podemos para melhorar a nossa qualidade de vida, Se houver algo que desperta seu entusiasmo, ensine-o a outras crianças ou a outras pessoas. Mesmo que os outros não estejam interessados nas mesmas coisas, pelo menos terão a chance de conhecê-las.

A oração formal, eu a faço no templo no domingo de manhã. Também oro formalmente durante grandes festas religiosas — Rosh Hashana e Yom Kippur. Mas, além da oração formal, considero a oração algo como uma esperança — uma inspiração. Não acho que, por orar, algo irá realmente acontecer. É simplesmente algo que nos ajuda a viver. Na hora de dormir, relembro as coisas que fiz durante o dia, e as coisas que espero que espero que aconteçam. É como uma revisão mental.

Digamos que eu tenha um objetivo, por exemplo, agora mesmo estou fazendo os exames finais do colegial. Eu oro na noite anterior ao exame, simplesmente para dizer que espero me sair bem. Digamos que aconteça algo ruim. Como cinco anos atrás, quando meu avô faleceu. Primeiro, chorei um dia inteiro e isso é deixar que as emoções tomem conta de você. Isso faz bem, porque você desabafa. Depois me acalmei. E esta foi a maneira como orei: “Por favor, Deus, se você existe e se você realmente tem esse poder, espero que tome conta do vovô, onde quer que ele esteja.” Quer meu avô esteja vivendo no além, quer esteja lá em cima no céu ou esteja debaixo da terra e ainda não tenha acontecido nada após a sua morte, eu simplesmente espero que tudo esteja bem com ele. Algumas vezes, estou cansada demais e nem sequer oro à noite. Mas, quando acontecem muitas coisas e realmente resolvo orar, eu simplesmente digo: “Deus, abençoe meu avô”. É apenas uma maneira de me lembrar dele.

Eu oro a Deus, mas uso isso mais como um símbolo. Não tenho a mínima idéia do que Deus é ou quais são os poderes dEle. Portanto, simplesmente oro a Deus como um conceito. Algumas vezes digo: “Deus, por favor…”, mas realmente sou eu quem diz isso.

Terminei a escola hebraica na sétima série. Após o “bat mitzvah” ou o “bar mitzvah”, você não precisa mais ir para a escola hebraica. Existe uma escola hebraica de ensino médio, que estou freqüentando. Além disso, você pode fazer parte do “Madrikhim”, que é um programa de ajuda que os professores levam avante. É para ajudar as crianças menores. Basicamente, pelo menos uma vez por ano, dou uma aula. Ajudo as crianças. Sirvo-lhes a merenda. Essa atividade ocorre no templo.

Fora do templo, sou voluntária num abrigo para mulheres vítimas da violência. Ninguém sabe onde fica o abrigo, exceto as pessoas do grupo. As mulheres que sofreram violência por parte do marido se refugiam nesse lugar, e levam os filhos. Brincamos com as crianças, enquanto as mães participam de reuniões, ou simplesmente as ajudamos a cuidar dos filhos. Ajudamos pessoas que sofreram muito. Não sabemos que tipo de problemas tiveram, exatamente. Mas apenas olhando para as crianças e vendo a maneira como elas nos olham, sabemos que elas estão contentes.

Para mim, espiritualidade é simplesmente ter alguma espécie de esperança. Tenho muitos amigos que dizem: “Ó, nem sequer acredito mais em Deus”, ou “Não tenho a menor idéia do que seja Deus, portanto vou desistir de pensar nEle. Não tenho religião.” Isso me deixa triste. Não significa que seja obrigatório acreditar em Deus. Existem diferentes religiões, da mesma maneira que existem diferentes opiniões; eu mesma não tenho certeza do que Deus é. Mas apenas penso em Deus como algo que está sempre à nossa volta. A espiritualidade é algo que está dentro de você, como um sentimento, um sexto sentido. A oração é tudo o que inspira você a fazer o melhor possível em sua vida. Essa é a sua própria espiritualidade. Isso varia de uma pessoa a outra — não é igual para todo o mundo.

 

Fonte: http://pt.herald.christianscience.com/portugues/edicoes/2000/11/050-11/espiritualidade-como-um-sexto-sentido

Acesso em 21/04/2013

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Sobre Primeira Igreja de Cristo, Cientista Porto Alegre-RS

A Primeira Igreja de Cristo, Cientista Porto Alegre-RS, Brasil, foi fundada em 1957. Tendo sido iniciada décadas antes como um Grupo Informal e mais tarde, uma Sociedade de Ciência Cristã. Ela foi fundada por famílias de alemães, dentre as quais: Schmidt, Holderbaum, Trentini, Bopp, Mutzberg, Young, Klein, Hamman, Knor, Bier, Beier, Wendt, Völker, Fhurmeister, Heckrath, etc... Conheça mais sobre a historicidade no Arquivo Histórico Digital da Ciência Cristã no Brasil: http://sites.google.com/site/arquivocienciacrista/
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