Sementes Divinas

Crédito: © Studio Karam

Rosicler Ribeiro de Campos

A definição de semente do Dicionário Michaelis—“aquilo que, com o tempo, há de produzir certos efeitos; causa, origem”—fez-me ponderar sobre a ideia de que a semente divina está dentro de cada um de nós.

Assim como é natural desabrocharem rosas nas roseiras, é de nossa natureza desabrocharmos em amor, pureza, alegria, temperança, bondade, justiça e compaixão, perfumando e trazendo cura, beleza e paz ao mundo.

Nós somos, desde sempre, os filhos e as filhas de Deus, criados como Sua ideia, a partir da semente perfeita, única, intocada. Tudo o que é bom, certo, digno, completo e harmonioso já faz parte de nós, é nosso agora, o será amanhã e por toda a eternidade.

Na natureza uma semente não precisa “se esforçar” para dar seus frutos ou flores. Como reflexos de Deus e de Sua natureza espiritual, Seus filhos e filhas também não precisam se esforçar para expressar os frutos e as flores das qualidades divinas. A semente tem conhecimento de si mesma e já contém todo o necessário. Como filhos sempre amados pelo nosso Pai-Mãe Deus, vivemos para expressar Sua graça.

Pode vir chuva, na forma de lágrimas, desilusão e sofrimento; pode vir o frio, como abandono, solidão e falta de perspectiva; pode vir o calor excessivo, por meio de ódio, desespero, desarmonia e medo, mas a semente divina, a qual contém compreensão, força espiritual e confiança, continua intocada e certamente germinará.

A reflexão de que somos sementes divinas me veio em uma ensolarada manhã de primavera, quando observava um pequeno vaso de flores, o qual continha uma espécie de orquídea, cultivada para dar uma única florada, conforme explicara o vendedor da loja em que eu tinha adquirido o vaso, fazia alguns meses. Quando as flores já haviam caído e parecia que a plantinha definhava, fiquei com pena de jogar fora o vasinho e o deixei na soleira de uma porta externa, onde ficou esquecido. Durante aquele período a planta não foi regada, protegida das intempéries ou adubada.

Alguns meses depois, naquela manhã em especial, ao prestar atenção ao vasinho percebi duas perfeitas flores desabrochadas e alguns delicados botões, como uma promessa do Amor.

A lição que essa surpreendente florada me trouxe foi clara e bela. A semente perfeita da orquídea não estava sujeita ao que o vendedor acreditara, de que a planta não floresceria mais de uma vez. Mesmo tendo ficado exposta ao sol, à chuva e ao vento, a flor não dependera nem mesmo de meus cuidados para mantê-la viva e saudável. Era muito simples: a planta continha a semente da orquídea e era da sua natureza dar flores. A semente nada sabia das opiniões humanas, das condições climáticas ou da necessidade de ter alguém para protegê-la. Estivera silenciosamente recolhida em sua certeza e confiança, preparada para dar flores no momento certo.

Recolhi a linda plantinha com o coração enternecido, admirei as delicadas cores de suas flores e a mantive em um vaso de vidro para apreciar essa maravilhosa lição.

Na Bíblia, muitas passagens falam sobre a natureza vista sob uma perspectiva divina. Ao estudar o Evangelho de João, vejo que Jesus mostrou que o tempo e a visão humana são limitados para ver a obra divina: “Não dizeis vós que ainda há quatro meses até à ceifa? Eu, porém, vos digo: erguei os olhos e vede os campos, pois já branquejam para a ceifa” (4:35). Na Primeira Epístola de João, encontrei outra passagem que confirma nossa natureza divina: “Todo aquele que é nascido de Deus não vive na prática de pecado; pois o que permanece nele é a divina semente…” (1 João 3:9).

Tais mensagens de confiança eliminam a ansiedade, o medo, a insegurança e a angústia, além de nos mostrar uma nova forma de olhar para a vida e para o mundo. São mensagens que nos impelem a confiar na perfeição de Deus, em Seu poder e em Seu amor por todos, até mesmo por aqueles que se consideram impuros, doentes, solitários, desanimados, confusos, humilhados, tristes ou pecadores. São mensagens que nos fazem acalmar os pensamentos e mergulhar no mais íntimo de nosso ser, onde está a perfeita semente, em quietude, pronta para germinar assim que alinharmos o pensamento a Deus. Nesse lugar não entram vontade pessoal, planos humanos, nem tempo; não entram o poder político ou as condições econômicas.

Mary Baker Eddy escreveu em Ciência e Saúde: “Deus expressa no homem a idéia infinita que se desenvolve eternamente, que se amplia e, partindo de uma base limitada, eleva-se cada vez mais. A Mente manifesta tudo o que existe na infinidade da Verdade. Nada mais sabemos do homem, como verdadeira imagem e semelhança divina, do que sabemos de Deus” (p. 258). Onde está a semente há apenas a doce certeza de que o filho e a filha de Deus existem para expressar única e constantemente os frutos e as flores, as qualidades de Deus que brotam da semente divina.

Floresçamos e frutifiquemos! Confiemos na sabedoria suprema de nosso Pai-Mãe e nutramos os atributos de Deus, que é Amor, Verdade, Vida, Alma, Princípio, Mente, Espírito, e aguardemos a florada que abençoa a nós e a toda a humanidade. A semente divina está em nós, agora mesmo. Essa certeza nos basta!

Rosicler é Redatora Chefe da Revista Casa Sul e mora em Curitiba, PR, com seu esposo e três filhas.

 

Fonte: http://www.arautocienciacrista.com/arauto/articles/0710c.jhtml

Acesso: 24/03/2013

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A Primeira Igreja de Cristo, Cientista Porto Alegre-RS, Brasil, foi fundada em 1957. Tendo sido iniciada décadas antes como um Grupo Informal e mais tarde, uma Sociedade de Ciência Cristã. Ela foi fundada por famílias de alemães, dentre as quais: Schmidt, Holderbaum, Trentini, Bopp, Mutzberg, Young, Klein, Hamman, Knor, Bier, Beier, Wendt, Völker, Fhurmeister, Heckrath, etc... Conheça mais sobre a historicidade no Arquivo Histórico Digital da Ciência Cristã no Brasil: http://sites.google.com/site/arquivocienciacrista/
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