O vício nas drogas é uma doença?

Tradução do artigo original escrito em inglês: Is Drug Addiction A Disease?  por Russ Gerber, CSB para o website: Psychology Today – 13-8-12 | Tradução: Leila Kommers

É uma pergunta difícil. Sem dúvida não é uma pergunta inconsequente. Quando a questão do vício surge, como aconteceu em uma recente história no jornal L.A. Times, percebemos um padrão conhecido. As linhas de batalha são delineadas e a competição começa. Ao menos na superfície.

Como aborda o artigo do Times, a questão é se o vício nas drogas é uma doença (involuntária) ou uma escolha (voluntária) e qual o tipo de ajuda apropriada, dependendo da resposta.

Na minha própria pesquisa sobre o tema, fiquei pensando, de início, se o tema poderá algum dia ser resolvido. Os dois pontos de vista parecem estar fundamentalmente em desacordo. Mas, embora o debate siga seu curso, há, por debaixo das opiniões fervorosas, algo a mais, algo mais profundo, digno de ser considerado.

Quando essa questão surge, suspeito que eu não seja o único a sentir um rumor mais profundo com relação a qual dos dois pontos de vista eles gostariam de ver surgir como o correto. Há alguma recompensa nesse sentimento profundo? Em um nível intuitivo, poderia haver um indício de alguma concordância que pudéssemos usar de alicerce?

Para mim, esse sentimento se alinha com um comentário do professor Dr. H. Gilbert Welch de Dartmouth que foi questionado pelo The Wall Street Journal sobre como ele define saúde: “Saúde é muito mais do que ser capaz de encontrar algo errado. É como as pessoas sentem, é um estado mental!”

Independente de acreditar ser essa definição verdadeira ou não, há pesquisas que a apoiam. Alguns concordarão que a causa mental é primária quando se trata de nossos sentimentos e nossa saúde, embora outros, compreensivamente, discordarão.

Como podemos constatar, a maioria de nós concorda em um ponto básico: com as qualidades mentais que auxiliam, ao invés de impedir alguém de tentar derrotar o vício em drogas, não importa que tipo de tratamento esteja recebendo.

Todos sabemos que a coragem é uma força mental que resiste à derrota. A persistência compensa a submissão. A convicção neutraliza a indiferença. E, é claro, uma expectativa positiva é sempre um apoio mais forte à saúde do que seu oposto.

O valor das qualidades mentais e espirituais na arena dos cuidados com a saúde ganhou notoriedade recentemente na Universidade de Columbia onde o programa do mestrado de psicologia foi expandido para incluir a espiritualidade. A professora que conduz a concentração, Dra. Lisa Miller, diz: “Podemos crescer saudáveis e vencer o sofrimento se não olharmos a nós mesmos como isolados, mas como parte da consciência maior do amor.”

É difícil de argumentar contra o efeito positivo do amor por importar-se com os outros, especialmente com a pessoa que se sente isolada e perdida devido ao vício em drogas. O papel significante que a compaixão e outras qualidades espirituais e mentais podem ter no tratamento de inúmeras indisposições é significante e está sendo levado a sério. Em algumas regiões, as pessoas estão repensando os elementos fundamentais da saúde.

Porém, no momento, parecemos estar presos em um cabo de guerra entre pontos de vista competitivos com relação ao vício: que na sua raiz está uma condição da mente ou da matéria.

Os médicos da mente podem diferir dos médicos da matéria na análise e no tratamento do problema, porém, há algo que pode uni-los para ajudar a pessoa que está tentando vencer um vício. Pense por um momento o que você pode fazer agora para ajudar a tornar a vida dessa pessoa melhor.

Quais palavras, pensamentos ou ações, nesse momento, podem ajudar a expulsar uma sensação de desespero ou derrota? O que podemos dizer, pensar ou fazer agora para promover a resolução e erradicar a resignação? O que ajudará essa pessoa a conduzir a energia mental que se parece com uma força restauradora?

Obviamente tem a ver com atitude, um estado mental. É também um ponto de partida. Porém, não há motivo para subestimar seu potencial de proporcionar força e apoio.

Talvez nos surpreendamos em como as pessoas são sensíveis a um estado mental edificante e com a diferença a longo prazo que este estado pode realizar para sempre em uma vida em que talvez tenham tudo, mas em que a esperança fora perdida.  

Russ Gerber trabalha com relações midiáticas. Trabalhou durante anos com programas de notícias notadamente no CSMonitor.com Ele é apaixonado por assuntos que abordem cuidados de saúde e é blogueiro do Huffington Post. Russ é o atual Gerente dos Comitês de Publicação da Ciência Cristã, em Boston, MA, EUA, nomeado pelo Conselho de Diretores da Ciência Cristã.

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Sobre Primeira Igreja de Cristo, Cientista Porto Alegre-RS

A Primeira Igreja de Cristo, Cientista Porto Alegre-RS, Brasil, foi fundada em 1957. Tendo sido iniciada décadas antes como um Grupo Informal e mais tarde, uma Sociedade de Ciência Cristã. Ela foi fundada por famílias de alemães, dentre as quais: Schmidt, Holderbaum, Trentini, Bopp, Mutzberg, Young, Klein, Hamman, Knor, Bier, Beier, Wendt, Völker, Fhurmeister, Heckrath, etc... Conheça mais sobre a historicidade no Arquivo Histórico Digital da Ciência Cristã no Brasil: http://sites.google.com/site/arquivocienciacrista/
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