“Vamos lá, não seja tímido”

Uma perspectiva da Ciência Cristã. Coluna do CSMonitor.com

Phil Davis / 24 de junho de 2011 | Tradução local: Leila Kommers

“Vamos lá, não seja tímido”

 É o conselho que sempre ouvia quando estava em fase de crescimento. Isso nunca ajudava; só piorava as coisas. E, se você sofre de timidez como eu sofria anos atrás, talvez este conselho possa ser tido com um encorajamento de Deus, ao invés de um pedido estranho de alguém. É um pouco parecido com o que Deus disse a um Moisés relutante quando Ele prometeu colocar palavras em sua boca (consulte Êxodo. 4:15).

Eu teria gostado de ter tido palavras para colocar em minha boca! As pessoas me conheciam como um garoto muito tímido quando criança e na adolescência. Eu queria desesperadamente ser mais confiante. Eu tinha coisas para falar, mas tudo parecia preso dentro de mim. Lembro de como os pedidos para falar em público, mesmo que para um grupo muito pequeno, trazia ondas de medo e um desejo de sair correndo. Porém, quando comecei a praticar a Ciência Cristã, para valer, quando jovem adulto, a timidez desapareceu. Isso não foi simplesmente embora por si próprio quando cresci. Meu estudo e orações na Ciência Cristã fizeram toda a diferença.

Se a timidez é algo que afeta você, algumas lições que eu aprendi com meu estudo e minhas orações podem ser úteis.

Primeiro, eu estava aprendendo que realmente existe um Deus em que eu podia confiar e compreender melhor. É fácil falar. Outra coisa é sentir – um sentido palpável de que Deus, Amor divino, realmente ama você. Ao falar de anjos, ou da presença de Deus, Mary Baker Eddy escreveu: “Ah, espero que você sinta esse toque, – não é um aperto de mão, nem a presença de uma pessoa amada; é mais do que isso: é uma ideia espiritual que ilumina o teu caminho!” (“Escritos Miscelâneos 1883-1896″ p. 306). E descobri que este é um caminho que leva à confiança na habilidade de Deus de nos guiar, proteger e confortar.

É comum ouvir que você precisa amar você mesmo antes de você poder amar aos outros. Minha necessidade era diferente. Eu precisava sentir o amor de Deus por mim, antes que pudesse amar a mim mesmo e aos outros. Isso fez toda a diferença. Eu não precisava ser preenchido ‘comigo’ ou ser mais egoísta. Eu precisava me sentir menos egoísta. Na verdade, saber que havia um Deus que cuidava de mim, valorizava quem eu realmente era, fez com que eu parasse de me preocupar com o que as pessoas estavam pensando de mim. Também me deu forças para começar a amar mais os outros.

Descobri que quanto mais eu buscava amar e ajudar os outros, mais eu sentia a benção de Deus para amar mais. Aprendi a refletir o amor que eu sentia de Deus. Sentir Seu amor e confiança neste amor me fez tirar o foco de mim mesmo e direcionar para amar os outros.

Também aprendi que somente Deus, Mente divina, tinha o direito de me julgar – não outras pessoas nem mesmo eu próprio. Isso foi crucial, porque parecia que todos me julgavam. E, quando eu sentia o ciúme crítico, ridículo ou os insultos mesquinhos, aquilo era devastador. Então, aprendi a perguntar a mim mesmo: Mas o que Deus pensa de mim? Esta era uma pergunta maravilhosa. E eu obtinha respostas muito boas, também! Com o conhecimento de que Deus é o bem infinito e Amor onipresente, eu via que Ele me conhecia apenas como Seu filho, refletindo Sua inteligência, equilíbrio e graça. Às vezes, eu precisava me fazer esta pergunta repetidamente, porque eu continuava consciente do que os outros estavam pensando. Porém, voltar-me àquela Verdade divina realmente fez diferença.

Quando parei de pensar que as pessoas tinham poder de me julgar, não apenas me senti livre, como também percebi que eu também as estava julgando; eu tinha pensamentos tão críticos em relação a elas, quanto eu achava que elas tinham em relação a mim. Esta foi uma grande revelação. E descobri que, às vezes, meus julgamentos com relação aos outros estavam simplesmente errados. Basicamente, eu estava aprendendo a amar mais e a julgar menos.

Mary Baker Eddy escreveu em Ciência e Saúde “Na Ciência Cristã a mera opinião não tem valor.” (p. 341) Gosto de pensar que isso se aplica a todas as opiniões humanas – minha e dos outros. Se as opiniões não têm valor, então, elas não têm o poder de prejudicar.

Tudo o que importa é o amor que sentimos de Deus e como expressamos este amor. É preciso coragem – muita. Mas é muito melhor encontrar esta coragem e arriscar ter seus sentimentos feridos do que passar anos isolado. É uma poderosa motivação lembrar de que nada é melhor do que sentir o amor de Deus e levar este amor aos outros. E, com este motivo, vem a terna orientação e o suporte do Amor para cada passo que você dá nesta direção. Este é uma descoberta de sua individualidade e espiritualidade. Afinal, Deus é Vida, e refletir esta Vida é o motivo pelo qual estamos aqui. Ou, colocando de outra forma, “Vamos lá, seja quem você é!”

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Sobre Primeira Igreja de Cristo, Cientista Porto Alegre-RS

A Primeira Igreja de Cristo, Cientista Porto Alegre-RS, Brasil, foi fundada em 1957. Tendo sido iniciada décadas antes como um Grupo Informal e mais tarde, uma Sociedade de Ciência Cristã. Ela foi fundada por famílias de alemães, dentre as quais: Schmidt, Holderbaum, Trentini, Bopp, Mutzberg, Young, Klein, Hamman, Knor, Bier, Beier, Wendt, Völker, Fhurmeister, Heckrath, etc... Conheça mais sobre a historicidade no Arquivo Histórico Digital da Ciência Cristã no Brasil: http://sites.google.com/site/arquivocienciacrista/
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Uma resposta a “Vamos lá, não seja tímido”

  1. Naida e Dieter Goebel diz:

    Esse relato de cura de timidez apresenta idéias maravilhosas, idéias espirituais, anjos que indicam o caminho que o Amor divino, sempre presente e liibertador, tem para cada um de nós.

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